Mudamos a imagem do blog para homenagear este gesto histórico entre uma manifestante e um policial da Policia Militar.

O Judiciário (MPF), as ongs CIMI (Conselho Indigenista Missionário) e Survival International, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e demais picaretas se uniram para praticarem a picaretagem indigenista. O povo do Vale do Araguaia e os guerreiros do Posto da Mata (Suiá Missu) se uniram para defenderem o Brasil. Um herói, vestido de maneira simples, e desarmado, avança contra vários soldados federais pesadamente armados. Seu heroísmo marcou a ação da picaretagem indigenista: um homem só, trabalhador, enfrentando o maior aparato militar já montado neste país pelos picaretas do judiciário, CIMI, CMI e Survival international. É por este motivo que seu ato é retratado no logo deste site: um homem, só, enfrentando a canalhice indigenista de norte americanos, brasileiros (indigenistas sem carater, vendidos à estratégia das grandes potencias), ingleses, noruegueses, alemâes, canadenses, italianos e etc. Um homem só enfrentando a canalhice deste mundo. Esta é a tônica deste site: um homem só enfrentando o mundo. Esta luta não é para muitos, é para os poucos que não foram contaminados pelo politicamente correto, que não tiveram seus valores relativizados pelo gramscismo que impera em toda a sociedade brasileira.

Você se pergunta porque os povos do mundo estâo em guerra em busca de seus direitos. Povos, raças, grupos de todos os matizes, todos estâo lutando com unhas e dentes por seus direitos. Em 1964 um ministro norte americano, William Branham, chegou a uma conclusâo, na qual o Resistencia Suiá Missu concorda: as cartas em apocalipse (2-3) às Igrejas da Ásia eram proféticas e se referiam a períodos de tempo pelo qual a igreja passaria e segundo o ministro, a ultima carta, a de Laodicéia, representaria esta era moderna na qual vivemos. Até o nome se encaixa na luta dos povos por direitos: Laodicéia - Direito dos Povos. Quando vocês veem o povo nas ruas, manifestando-se, lembre-se - estamos vivendo a ultima era da igreja: Era de Laodiceia, que significa a Era dos Direitos dos Povos

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Resistencia Suiá Missú

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terça-feira, 11 de junho de 2013

Indios Xavantes: um povo focado no futuro, sem esquecer do passado. Eles se desenvolveram em decadas de paz com não indios

Enquanto o CIMI (Conselho Inidenista Missionário) e Survival International doutrinam lideranças indigenas do país sobre a importancia de se focar nos crimes da sociedade brasileira cometidas contra eles no passado, lideranças indigenas Xavantes descobriram a importancia de se focar no futuro dos Xavantes, através da educação, para preservar o passado.

Uma das mais bem sucedidas etnias no trabalho de preservação de seu patrimônio cultural, os Xavantes de Barra do Garças e  região do Vale do Araguaia aprenderam desde cedo a extrair benefícios de seu contato com não indios. Decadas de convivencia pacifica produziram um ambiente necessário para o surgimento de ideias e projetos que transformaram a experiencia Xavante na preservação de costumes e patrimonio cultural em uma experiencia exemplar para outras culturas indigenas. Tal surpreendeu até antropologos europeus. O professor universitário e pesquisador Massimo Canevacci, da Universidade La Sapienza (Roma, Itália) ficou surpreso com a intensa atividade cultural deste povo. Confira matéria no UOL com este cientista italiano:

Pesquisador italiano analisa como índios do Brasil se adaptam a novas tecnologias

GUILHERME JERONYMO||Para o UOL Tecnologia

Arquivo pessoalO italiano Massimo Canevacci estudou a forma como os índios constroem seus ritos no Brasil
O professor universitário e pesquisador Massimo Canevacci, da Universidade La Sapienza (Roma, Itália) estudou a forma como culturas diversas, entre elas os índios Xavante, Bororó e Guarani das regiões sul e centro-oeste do Brasil, constroem seus ritos, representam e registram suas idéias, sua moral e seu cotidiano. O pesquisador, que lecionou como convidado na Universidade de São Paulo na década de 1990 e há 15 anos estuda os índios, buscou entender como esses povos adaptam as tecnologias, em especial aquelas de gravação e edição digitais, às suas necessidades, aspirações e desejos. É sobre isso que ele falou ao UOL Tecnologia, em entrevista realizada por e-mail.

Antes de entender como acontece essa adaptação, no entanto, é importante conhecer um pouco do cenário indígena dessas regiões brasileiras visitadas por Canevacci e entender como eles usam a tecnologia.
Em muitas aldeias, como as localizadas na terra Xavante de Sangradouro, entre as cidades de Primavera do Leste e Barra do Garças, no sul do estado do Mato Grosso, a escola local tem computadores e as máquinas digitais são comuns. Entre os habitantes da aldeia há aqueles que têm Orkut, filmam e fotografam seu cotidiano, além de editar vídeos e áudio. Alguns vão além, investindo em guitarras, baixos e teclados, com os quais adaptam temas e musicalidade de sua música ritual, criando um “pop Xavante”.

Nas cidades de Primavera e Barra do Garças é possível comprar CDs e DVDs indígenas em lojas, cujos donos não são índios, e a variedade de gravações chega à casa das centenas, algumas feitas em estúdios da região. Entre os títulos, há registros de festas locais, aniversário de aldeias, documentários sobre costumes e organização do trabalho, esportes e até mesmo um vídeo policial. Todos na língua Xavante.
Confira abaixo os principais trechos da entrevista com Massimo Canevacci.
Lisa HernandesAldeia de Sangradouro, no município de Primavera do Leste (MT), habitada por índios Xavante
UOL Tecnologia - A adaptação dos Xavantes a elementos sociais e tecnológicos facilita a autorrepresentação, como ocorre quando essa tribo grava CDs e DVDs, por exemplo?
Massimo Canevacci – Sim, neste contexto de rápida mudança pelo qual passam essas comunidades, com crescimento demográfico e educação autônoma, as novas tecnologias digitais são uma representação muito viva da mudança contínua nos hábitos cotidianos e na forma de eles entenderem o mundo. Ninguém pode ficar parado se deseja acompanhar esse processo, o que é um desafio radical para antropólogos e deveria sê-lo para os missionários.

UOL Tecnologia – As tecnologias digitais permitem a representação desses povos também frente às nossas sociedades?
Canevacci – Esta produção cria novas fronteiras de linguagem icônica e digital, com foto, vídeo e o uso da internet, cada vez mais comum, pela população indígena. O uso das novas tecnologias permite uma nova subjetividade, dando fim ao monopólio obsoleto da escrita acadêmica.
Divulgação/Banda NomotséXavantes em apresentação em festa de formatura de alunos da etnia, na região sul de Mato Grosso
UOL Tecnologia – A facilidade para se representar com meios audiovisuais é determinante na busca por uma maior qualidade e continuidade nesses trabalhos de autorrepresentação, resgate e produção cultural?
Canevacci – Os Xavantes sempre gostaram de gravar os próprios rituais e aprenderam, graças ao antropólogo Vincent Carelli, a usar eles mesmos estas tecnologias [o antropólogo fundou o projeto Vídeo nas aldeias, que entregava filmadoras e ensinava os aldeados a utilizarem esses equipamentos]. Dessa maneira, a distinção de poder e de linguagem entre quem-representa-quem, quando o antropólogo filma os nativos, cai.
 Os Xavantes representam a si mesmo e às vezes também aos “outros”. O digital é fácil, barato, se comunica rápido, pode ser editado, consegue criar comunidades que trocam informações de forma autogestionada e horizontal. Também permite a ação das mulheres, que se inicia nas salas de informática das escolas das etnias.

UOL Tecnologia – Quais tipos de impactos da autorrepresentação podem ser esperados e quais o senhor encontrou em suas pesquisas com etnias indígenas brasileiras?
Canevacci – Esses impactos são determinantes em todos os sentidos. Politicamente apresentam um contexto onde a sabedoria tecnocultural transita entre novas subjetividades, como entre as culturas indígenas das aldeias e a juvenil metropolitana. Cientificamente quem tem o poder de interpretar não é mais o antropólogo externo, pois a autorrepresentação consegue penetrar nos momentos mais desconhecidos, como em rituais, chegando a se manifestar nos traços lúdicos de um ritual, que normalmente não se apresentam na frente do antropólogo. Há também um impacto identitário, porque a identidade não è uma coisa fixa, “natural”. 
UOL Tecnologia – E para eles, o que é essa identidade?
Canevacci – Os Xavantes e os Bororós são vivos, nestas culturas pluralizadas e móveis, e nelas apresentam sua história, que não coincide com aquela do Brasil ou a de Roma.
Lembro que a primeira vez que fui convidado a participar do ritual da furação de orelhas em Sangradouro (que marca a entrada do jovem na vida adulta para os Xavantes), cheguei com meus equipamentos e fui filmado por três jovens. Para mim foi um choque traumático, depois salutar e enfim foi como sair da uma doença. O resultado final é ainda mais interessante: o meu vídeo e o de Divino Tserewahu, que me filmou e ao ritual, são bem diferentes, e sem nenhuma reticência é muito mais significativa a filmagem dele, que conta com elementos mais dramáticos, panoramas fortes, traços lúdicos, criticas aos velhos, coisas impossíveis de serem comunicadas por mim.
Divulgação/Banda NomotséBanda Nomotsé, formada por índios Xavantes da região sul de Mato Grosso e liderada por Luciano (centro)Luciano, ao violão: "Precisavam de mim, e me tornei professor. Depois montei uma banda com mais três amigos e resgatamos com os velhos os movimentos antigos" 

 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Dilmar e Leitão querem impedir demarcações ambiental e indígena em Luciara

Uma reunião hoje (03-05) em Luciara reuniu produtores rurais, sociedade local, o deputado Federal Nilson Leitão e o deputado Estadual Dilmar Dal’Bosco, além dos vereadores e os prefeitos Fausto Azambuja do município, José Antônio, o Baú de São Félix do Araguaia e Leuzipe Domingues de Alto Boa Vista, para debateram as demarcações de reservas indígena e ambiental na região.

Luciara que em Estudo pelo Instituto Chico Mendes a demarcação de uma reserva ambiental de mais de 290 mil hectares abrangendo mais de 80% do município, sendo que 99% da população é contra essa demarcação, e ainda a ampliação da reserva dos Carajás São Domingos e criação de uma outra reserva com indígenas provenientes do Tocantins.


Na ocasião o deputado Nilson Leitão que é autor da Comissão Parlamentar de Inquérito da Fundação Nação do Índio (CPI da Funai) disse do empenho em frear as demarcações de terras indígenas e ambientais no Estado de Mato Grosso, “pedimos para ministra Gleissi Houffmann que freie as demarcações de terras indígenas e também a presidente Dilma Rousseff, o caso de Luciara vamos leva-lo para Brasília para evitar que essa cidade seja extinguida do mapa de forma irresponsável”, disse o parlamentar.

Já o deputado Dilmar Dal’Bosco que articulou a reunião que aconteceu as 10hs da manhã no auditório da Unemat foi categórico, “vamos empenhar para evitar que famílias continuem sendo amedrontadas de forma irresponsável neste Estado, por pessoas que não sabem o que é democracia, demos que debater com a sociedade a criação de reservas, por isso somos favoráveis a aprovação da PEC 215 pelo Congresso”, disse ele apoiando o colega Nilson Leitão.

Criação de Reservas

Existem várias reservas em estudo no Mato Grosso, e o Araguaia é a principal região que sofrerá com as novas demarcações, haja vista, que o atual processo de demarcação acontece sem um debate aprofundado pelo Congresso Nacional, sendo apenas através de decretos, tanto para reserva ambiental como para indígena.

Com essa
 preocupação as cidades, prefeitos, vereadores e deputados tem se articulado para evitar o pior, como o caso que aconteceu na Suiá Missú, onde cerca de 7 mil pessoas foram despejadas sem direito a nada, “lutamos para que nós possamos evitar injustiças como as da Suiá Missú, vamos nos unir em prol de uma causa comum”, disse o produtor rural e ex-morador da Suiá Missú, Sebastião Prado, que acompanha o deputado Nilson Leitão nos debates nacionais
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Olhar 21 com Leandro Lima / Foto Junior Luciara

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Prefeito e moradores queimam bandeira do Brasil e deputado diz que Assembleia apoia ato

Da Reportagem local - Lucas Bólico e Renê Dióz - enviados especiais a Estrela do Araguaia (Posto da Mata)



Foto: José Medeiros / Olhar Direto
Prefeito e moradores queimam bandeira do Brasil e deputado diz que Assembleia apoia ato
Por anos a entrada do distrito de Estrela do Araguaia foi reconhecida por uma pequena estátua de Cristo Redentor e uma bandeira brasileira. A partir desta sexta-feira (14), passa a contar apenas com o Cristo. Cerca de 200 moradores e produtores rurais, acompanhados de líderes sindicais, de associações e políticos incendiaram o símbolo maior da pátria em revolta contra o processo de desintrusão que vem retirando todos os não-índios de Suiá Missú, demarcada como terra xavante em 1998.

O ato, planejado exclusivamente para dar repercussão nacional à situação da gleba, tem apoio da Assembleia Legislativa (AL) de Mato Grosso, segundo anunciou o deputado estadual Baiano Filho (PMDB) logo após o protesto – o qual contou com a presença de sindicalistas rurais e produtores de outros pontos da região, sobretudo da cidade de Querência.


 Foto: José Medeiros / Olhar Direto



O peemedebista defende que a queima do lábaro nacional é um ato democrático do setor produtivo que está insatisfeito com o desfecho da disputa jurídica pelas terras. “[O ato tem] apoio nosso da Assembleia [Legislativa], todo parlamento estadual até porque nós da Assembleia entendemos que o que está acontecendo aqui é uma injustiça muito grande”, argumenta.

Quem, do microfone, chamou a população para o protesto anti-patriótico foi o prefeito de São Félix do Araguaia, Filemon Limoeiro (PSD), que detém área em Suiá Missú e já retirou todo o seu gado devido à desintrusão. “Eu convido a todos que vamos lá, abaixar a bandeira brasileira, que é uma vergonha para todos nós, e fazer o ato. Aqueles que concordam, queiram nos acompanhar”, conclamou o peessedista.

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) só não tiveram representantes no ato porque foram intimados pelo Ministério Público Federal (MPF), segundo o qual poderiam ser presos por incentivar impedimento a cumprimento de decisão judicial.


Foto: José Medeiros / Olhar Direto



Lábaro em chamas

Iniciada a manifestação, crianças em fila se dirigiram à base do mastro para puxar a flâmula para baixo, ajudadas por alguns adultos. Após a queda da bandeira, líderes do movimento jogaram álcool e gasolina no tecido e atearam fogo com isqueiros. Enquanto os trapos se desprendiam, a multidão emitia alguns gritos e aplausos.

“Não somos terroristas, somos ruralistas”, gritaram alguns. “Vamos botar uma bandeira dos Estados Unidos no lugar, lá ninguém tá nem aí pra índio não!”, exclamou outro.


Foto: José Medeiros / Olhar Direto




Observados por aproximadamente trinta caminhoneiros retidos no bloqueio mantido na rodovia BR-158, os manifestantes passaram a rasgar os restos chamuscados da bandeira brasileira enquanto algumas crianças corriam, ávidas para mostrar cartazes de protesto às câmeras da imprensa. O ato só se encerrou com a chegada de um ônibus abastecido com alimentos, em apoio aos moradores de Estrela do Araguaia (Posto da Mata). Algumas crianças levavam pedaços de tecido verde, amarelo e azul para casa de bicicleta.

O ato só não saiu como o planejado, porque os manifestantes exaltados acabaram inutilizando a corda do mastro. No lugar do símbolo nacional, os produtores, moradores e políticos, pretendiam erguer um pedaço preto de lona, em sinal de luto.


Foto: José Medeiros / Olhar Direto

Posto da Mata: um nome para os anais da história brasileira

Eliel Santos
Fonte: Fórum Terapeuta Osmar Cláudio

Um comboio de caminhôes militares, lotado de soldados armados, se aproxima do posto de combustível conhecido como Posto da Mata, nome também da localidade. Junto, carros com policiais federais, força de segurança nacional e policiais rodoviários federais. Objetivo? Expulsar 7.000 pessoas, inclusive 700 crianças, de suas casas para que as ongues da picaretagem indigenista (CIMI e Survival international) fiquem satisfeitas e o Brasil possa aspirar a um assento no CS da ONU.




Mas o povo disse não. O povo daquela região, cansados de tanto pistoleiro, mortes, perseguiçôes resolveu peitar as mais poderosas instituiçôes militares do país. Eles peitaram a elite da policia do país (Video no G1).

Não somente o "Posto da Mata" como o povo da região Suiá Missu entraram para a história por peitaram o sistema judicial brasileiro corrupto, onde juízes, desembargadores, procuradores e promotores não estão nem aí para a verdade. Eles só querem agradar a intelectualidade acadêmica, pois sabem que seus nomes entrarão para os livros históricos por terem dado uma ajuda a um grupo ideológico poderoso.

Mas como eu disse, o povo cansou. E resolveram enfrentar a corrupção judicial de peito aberto.





O heroísmo do povo do Posto da Mata rendeu frutos. Politicos de todos os estados se voltaram à defesa dos trabalhadores agredidos pela justiça. Todas as cidades do Vale do Araguaia - Ribeirão Cascalheira, Agua Boa, Barra do Garças, Nova Xavantina, Alto da Boa Vista - estraram na guerra contra o descalabro judicial e a violencia contra um povo trabalhador. 200 indios da etnia Xavante também estão se dirigindo à região de conflito pintados para a guerra em apoio aos trabalhadores agredidos pelo descalabro judicial.

Resumindo: CIMI e Survival International podem ter ganhado na farsa de Raposa Serra do Sol, mas aqui no vale do Araguaia eles finalmente serão derrotados, mesmo que a justiça despeje todo mundo da area de Suiá Missú. Jamais estas ongs da picaretagem indigenista se recuperarão moralmente depois de violentarem o povo trabalhador brasileiro da forma que fizeram em Suiá Missu.

Posto da Mata: este nome hoje é Brasil. Vale do Araguaia hoje é Nação Brasileira. É aqui que o futuro da nação brasileira será decidido.

Moradores interceptam comboio da polícia e tentam resgatar bens de fazendeiro

Escrito por Lucas Bólico e Renê Dióz - enviados especiais a Estrela do Araguaia (Posto da Mata) / Olhar Direto 





Foto: José Medeiros/ Olhar Direto

Segundo encontro entre manifestantes e policiais acontece na BR 080 durante a noite
Cerca de 60 homens de Suiá Missú interceptaram um comboio de vinte viaturas da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Força Nacional de Segurança (FNS) na noite desta quinta-feira (13) entre as rodovias BR-080 e BR-158.

Com objetivo de recuperar o caminhão de mudanças de um fazendeiro que tinha sido despejado pelas forças policiais, o grupo de produtores rurais - muitos com pedras na mão e alguns munidos de coquetel molotov escondidos na mata - conseguiu parar o comboio por alguns minutos, encarando dezenas de policiais armados e protegidos por escudos. Os mais exaltados planejavam recuperar o caminhão de mudanças ou incendiá-lo. Os mais contidos buscavam uma negociação.

No entanto, a expectativa por encontrar o veículo acabou frustrada. Após pouco mais de meia hora de espera, só o comboio policial despontou na estrada, com fortes luzes. Vinte veículos – da PRF, da PF e da FNS – foram recepcionados pela população com gritos, não muito altos, de provocação. Os agentes começaram a dar ordens de recuo, pois em caso contrário poderiam atirar, e três representantes dos moradores de Suiá Missú se encaminharam para o meio da estrada de mãos ao alto para negociar o fim do impasse.>>>
José Medeiros/ Olhar Direto
Os moradores explicaram, durante a breve conversa, que queriam resgatar a mobília do fazendeiro. Os policiais responderam que os bens já haviam sido transportados para a base das forças repressoras e que só o proprietário tinha autorização para buscar os móveis.

A conversa ficou um pouco mais tensa quando um dos moradores disse que eles iriam lá buscar o que havia sido retirado da propriedade. Um dos membros da FSN declarou que quem fizesse baderna em órgão do Estado ‘teria problema’. “Estado não, governo federal, porque o governador Silval Barbosa (PMDB) já disse que está do nosso lado”, respondeu um dos manifestantes.

A negociação se encerrou com uma pergunta com resposta inesperada, segundo relata um dos membros da comissão que negociou com os policiais. “Perguntei qual era o nome dele [um dos interlocutores] e ele respondeu ‘Força Nacional’”.
José Medeiros/ Olhar Direto
A caçada continua

Dando sequência à “caçada” às forças policiais iniciada no dia anterior, os produtores rurais toparam com os agentes após terem se concentrado no ponto conhecido como Posto do Arnon, parada de caminhoneiros da região, localizado fora da gleba de Suiá Missú.

Ao lado do posto de combustível, o grupo de moradores organizou por volta das 20h um bloqueio e aguardou a passada do caminhão de mudanças. Alguns improvisaram coletes balísticos sob a roupa com materiais como plástico, telas e couro – precavendo-se contra disparos de bala de borracha, que marcaram o encontro violento entre eles e as forças policiais na tarde de segunda-feira.
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Enquanto esperavam, veículos eram parados e os condutores interrogados a respeito da movimentação na estrada e alguns moradores da gleba iam e voltavam de motocicletas das fazendas nas proximidades para prover informações sobre o deslocamento das forças policiais junto ao caminhão.

A movimentação atraiu menos pessoas que no dia anterior, mas contou com reforços até de fora de Suiá Missú ou das três cidades com áreas abrangidas por ela (Alto Boa Vista, São Félix do Araguaia e Bom Jesus do Araguaia). Moisés Júnior Franco de Souza, 23 anos, por exemplo, saiu de Querência para participar das ações em defesa dos moradores da gleba. “Vim dar apoio ao meu tio, que não arreda o pé”, declarou.

Apagão aumenta tensão

Durante o contato entre moradores e policiais, houve um suspeito apagão. A pane comprometeu o funcionamento da luz elétrica nos postes e no posto de combustível do local, que passou a ser iluminado apenas pelas lanternas dos policiais e de suas viaturas. A tensão aumentou.

A conversa entre policiais e moradores em protesto durou cerca de vinte minutos. Na sequência, a luz elétrica voltou ao funcionamento e mais agentes tomaram a estrada, vindos de viaturas da parte de trás do comboio. Escudos em punho, eles protegeram a passagem dos veículos na BR-080.

Com as forças policiais dispersando-se, os produtores passaram a gritar provocações aos policiais que seguiam seu deslocamento: “Cuidado na hora de passar na ponte!”; “Vamos tocar fogo, hein?!”; “Estão com medo é?!”. Os gritos, no entanto, serviam mais para elevar o moral dos mesmos, segundo um deles. “É mais pra ‘botar pilha’ nos caras”, debochou, falando à reportagem.

Houve também incitações contidas, por parte de alguns, de incendiar um caminhão de nitrogênio e oxigênio que havia parado perto da rodovia para esperar o comboio policial passar. Outro alvo seria um carro da Cemat, o qual chegou ao local poucos minutos antes do encontro entre policiais e produtores, mas os poucos que pensaram em “punir” o carro da empresa pelo apagão durante o episódio foram logo demovidos da ideia.


José Medeiros/ Olhar Direto

Briga pela terra

A interceptação é fruto da revolta dos moradores da gleba Suiá Missú, que desde segunda-feira (10) sofre cumprimento de despejo judicial. Os 165 mil hectares foram demarcados como terra xavante em 1998 e, após uma disputa na Justiça Federal, devem ser esvaziados de toda a população não-índia, entre produtores rurais e os moradores da área urbana do distrito de Estrela do Araguaia (Posto da Mata).

A ação dos moradores foi parte da estratégia de contenção à desintrusão. No primeiro dia, eles entraram em duro confronto com as forças policiais em reação ao despejo sendo cumprido na maior fazenda da região. Pelo menos dez pessoas ficaram feridas. Depois disso, iniciou-se a “caçada” às forças policiais.

Ciente disto, a PF chegou a anunciar mudança de estratégia e de deslocamento para cumprir os despejos na área. E, devido à frustração da tentativa de interceptar as forças policiais ao longo de toda a quarta-feira, chegou-se a se falar em mudança de estratégia também por parte dos produtores e moradores. Por enquanto, contudo, nada leva a crer que a caçada deva se encerrar.

José Medeiros/ Olhar Direto

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Hino de Resistência e PAZ pela Suiá Missu!!!

As armas estavam nas mãos de policiais brasileiros, mas a estratégia de desintrusão foi tomada nos salôes da ONU, palacios europeus de governo e Casa Branca por canalhas norte americanos, canadenses, ingleses (Principe Charles, dono da ong Survival international), sacerdotes católicos e protestantes do Conselho Mundial de Igrejas e indigenistas brasileiros sem carater